Diz
a lenda que o primeiro Papai Noel foi São Nicolau que, na região onde é hoje a
Turquia, na segunda metade do século III, ajudava secretamente os mais
necessitados. Certa vez, jogou saquinhos de moedas pela chaminé, para ajudar
três irmãs a terem seus dotes de casamento, evitando que acabassem na
prostituição para se sustentarem. Daí a ideia da entrada triunfal nos lares do
planeta aproveitada pela mídia, séculos depois.
Em
que momento da história o bom velhinho deixou de suprir o necessário para ser o
símbolo do consumo exagerado?
Não
há dúvida que o Natal ainda é a época em que se pratica mais solidariedade – a
ponto de, às vezes, parecer que no resto do ano pessoas carentes não tem
necessidades de vestuário e alimento. Mas, cada vez mais, é o exagero que
impera nesta data.
Segundo
o Instituto Akatu, 30% do lixo gerado durante o ano, no Brasil, é composto por
embalagens. Imagine como isso se multiplica em dezembro. Você já deve ter
observado as lixeiras, do lado de fora de prédios e casas, no dia 26 de
dezembro: um sem número de caixas de brinquedos e eletrodomésticos, plásticos
de embalagens, isopores de todos os tamanhos...
Em
tempos de cuidado com o meio ambiente, é urgente pensar em como reduzir todo
esse exagero.
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A ceia precisa mesmo ter tanta comida, que pode acabar indo para o lixo?
Precisamos começar a aprender medidas mais exatas para os alimentos. A
abundância já não é tanta e o desperdício não tem mais lugar em nossa rotina. E
com as restrições da pandemia, teremos que nos adaptar mesmo a mesas menores.
Os
presentes modernos podem ser do tipo “vale-compras”, assim você tem certeza de
que não acabará guardado numa gaveta, sem uso. Ou do tipo “virtual”. Por
exemplo, o acesso a um curso, ingressos para eventos, e-books, reservas em
restaurantes ou hotéis, viagens... Presentear experiências é enriquecedor.
Mas
se a opção for mesmo um presente tradicional, que tal substituir a embalagem
por uma ecobag (sacola) de pano, que poderá ser usada depois,
transformando um presente em dois. Ou embalar com papel reciclado de outros
presentes, criar uma arte com papeis de revista e jornais, driblando, assim, o
grande vilão que é o uso único de objetos descartáveis.
Incentivar
essa consciência nas futuras gerações é, talvez, a tarefa mais importante dos
adultos de nossa era. As crianças são o maior alvo do consumo nesta época.
Ensiná-las a consumir com responsabilidade é um desafio que não pode ser
abandonado. Ajudá-las a entender o valor
de presentes artesanais, a necessidade de se doar o que não se usa, criar a
cultura de presentes compartilhados (avós e pais se unem para um presente muito
bacana), orientá-las no descarte responsável das embalagens, são atitudes
importantes para a formação dos cidadãos de amanhã.
É
fundamental que não liguemos o “piloto automático”, fazendo tudo como sempre se
fez. Nosso mundo precisa, urgentemente, de soluções. E algumas delas podem
estar dentro do saco do Papai Noel.

Com muita propriedade, uma bela reflexão! Vamos fazer a diferença e preparar nossas crianças para um futuro melhor!!!
ResponderExcluirBoas festas!!!
Amor sempre a frente de tudo.
ResponderExcluirConsciência é importante.
A Economia Solidária é vinho para os dois.
Caminho para os dois
ResponderExcluirOlá Luciane!
ResponderExcluirSua reflexões acerca dos mais diversos temas são tão prazerosos de ler e também muito necessários.
Compartilho com você dos mesmos pensamentos. A mudança de atitude, de postura e de práticas são urgentes!
Reflito tanto sobre essas questões, acumulamos objetos demais que não têm uma finalidade. Pouco a pouco venho me organizando e aprendendo a lidar melhor com essas pequenas mudanças que escolhi trazer para a minha vida. A ecobag está sempre comigo, carrego na bolsa em tempo integral e dispensei de vez as sacolinhas plásticas.
Presentear com experiências acho uma ideia maravilhosa!
Um abraço!
Gostei da sua reflexão amiga. Que o natal seja um espaço para trocas de boas palavras, atenção, carinho e principalmente presença. Neste tempo de Pandemia que cada um possa tomar consciência da importância de vivermos mais fraternos, mais humanos e mais solidários entre todos os seres vivos deste nosso Planeta Terra (nossa casa).
ResponderExcluirConsciência sempre Lu. Só assim estaremos num mundo melhor.Que tenhamos um Natal com mais afeto e solidariedade.Bom 2021à todos!
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